quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A Passagem do ano

O último dia do ano

Carlos Drummond de Andrade

PASSAGEM DO ANO

O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
novas coxas e ventres te comunicarão o
[ calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória,
[ doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o
[ clamor,os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do
[ acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos
[ séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras
[ espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Resoluções de ano novo



Tava assistindo uma reportagem sobre as resoluções de ano novo que as pessoas costumam fazer todo final de ano. Nunca fiz. Nunca consegui decidir que resoluções seriam prioritárias na minha vida, além do óbvio.




Ai, me lembrei deBridget Jones e suas resoluções de ano novo. Acho que, de todas as que eu li, são as melhores.




Talvez porque ela seja igual à maioria das mulheres que eu conheço, ou porque ela tem a coragem de dizer aquelas barbaridades (que no fundo são verdade absoluta). Então, adaptando a lista de Bridget Jones, aí vai a minha 1° lista de resoluções de ano novo:









Não Vou




Desperdiçar dinheiro com: produtos de beleza que jamais usarei, livros de autores ilegíveis , que só servem para impressionar na estante; lingerie exótica, inútil já que eu não tenho namorado.


Ficar pela casa em atitudes indecorosas, mas sim lembrar que tem gente olhando.



Gastar mais do que ganho.


Perder o controle dos tarbalhos dos meus alunos pra corrigir.


Ficar interessada por nenhum dos seguintes tipos: alcoólatras. workaholics, homens com horros a comprimisso, os que tem mulheres ou namoradas, misóginos, megalomaníacos, chauvinistas, babacas emocionais ou interesseiros, pervertidos.



Ficar aborrecida por causa do meu pai, Leila ou minha mãe.


Ficar irritada por causa de homem, mas sim ser sensata e fria como gelo.


Endoidar por causa de homem, mas sim ter relações baseadas numa avaliação madura da personalidade.



Falar mal de ninguém pelas costas, mas sim ter uma postura positiva em relação a todo mundo.


Ficar obcecada por (prefiro não comentar), já que é patético ter uma queda pelo melhor amigo, tipo "o casamento do meu melhor amigo" ou coisa parecida.



Ficar deprimida por não ter namorado, mas sim desenvolver equilíbrio interior e autoridade, e a certeza de que sou uma mulher densa e completa, mesmo sem nanorado, como a melhor forma de conseguir um.






Eu Vou


Parar de comer porcarias o tempo todo.



Reduzir a circunferênia da minha barriga uns vinte centímetros, fazendo... sei lá, dieta?


Tirar tudo que é irrelevante do meu quarto.


Dar aos pobres todas as roupas que não uso há mais de dois anos.


Inverstir na profissão e entrar no mestrado.


Economizar, fazendo uma poupança.


Ser mais segura.


Ser mais firme.


Aproveitar melhor o tempo.


Não ficar enfiada em casa só lendo livros mas arrumar uma baladinha de vez em quando.


Ser mais gentil e ajudar os outros.


Comer mais salada.



Sair da cama assim que acordar.



Caminhar pelo menos 3 vezes por semana, não só pra comprar pão.



Revelar as fotos do computador.



Criar uma relação sólida com um adulto responsável.


Limpar meu carro uma vez por semana.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Paz?

Sabe... Tava pensando hoje que ontem fugi da terapia e hoje o Márcio me achou e deu um jeito de me encaixar... Terapia pra mim é um negócio muito punk, porque me faz olhar pra dentro de mim... e dói pra caramba! Acho que é por isso que eu choro.Mas não é sobre isso que eu queria falar. Ah! Minha mente perturbada e suas voltas intermináveis! Voltando...

Então, nessas últimas semanas estou me sentindo, como poderia dizer, o mais próximo de paz que cheguei em muito tempo. Não é o ideal, but... Como diria Lady Kate para sua 'pima Bebel': "Bom, bom, bom não tá não, mas tá bom..."
Se não é um estado de paz posso considerar um período de 'bandeira branca'. Será o Natal? Recebi no orkut hoje a seguinte mensagem:

"Minha concepção do natal, seja ele à moda antiga ou mais moderno, é algo bastante simples: amar uns aos outros. Mas, pense comigo, por que nós temos que esperar pelo Natal para agir assim?" (Bob Hope)

Acho que dá pra terminar assim. Pra não estragar o momento. Ficarei calada. Pelo menos uma vez na vida.
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa...

Lenine

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Doidices...

Madrugada...
O guardinha apita lá fora. O que será que ele faria se realmente aparecesse um perigo? Saia correndo e gritando? Não... essa provavelmente seria eu... ando com medo de metade do mundo. Da outra metade, tenho abuso... Não sei de mais nada.
"Socorro eu não estou sentindo nada.
nem choro nem calor, nem fogo não vai dar pra chorar, nem pra rir...
Socorro alguma alma, mesmo que penada, me empreste suas penas
já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada...

SOCORRO , ALGUÉM ME DÊ UM CORAÇÃO, QUE ESTE JÁ NÃO BATE NEM APANHA
POR FAVOR, UMA EMOÇÃO PEQUENA, QUALQUER COISA QUE SE SINTA!
EM TANTO SENTIMENTO DEVE TER ALGUM QUE SIRVA...

O Jô tá fazendo uma entrevista na tv. Filosofia é o tema.
Minha cabeça roda. Meu mundo balança... Chaguei à conclusão que algumas pessoas na minha vida são ilusões que criei pra que eleas me façam companhia nos meus momentos de carência. Não preciso estar com elas, até porque, elas perderiam sua aura de perfeição e deixariam de ter sua finalidade básica. Mas ando querendo o real. A realidade. Sei que figurinha repetida não completa álbum, mas ando com uma vontade de ver o Guilherme... que doido, né? ou doida sou eu... vai saber...

"Uma vez eu tive uma ilusão e não soube o que fazer,
não soube o que fazer com ela
Não soube o que fazer e ela se foi...
Porque eu a deixei, porque eu a deixei,
não sei
eu só sei que ela se foi..."

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Viver.


Queria encontrar uma palavra para descrever como eu estou me sentindo hoje. Mas, por mais que eu pense, nada me ocorre. Aliás, acho que meus neurônios andam avariados. Não tenho conseguido estruturar minhas idéias, meus pensamentos. A concentração tá horrível. Queria tanto ser normal de novo...ou anormal, sei lá... queria voltar a viver, mas isso me parece cada vez mais difícil...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Long time...

Há tempos não escrevo aqui, mas parece que foi ontem... Porque continuo na mesma.
"Eu tô cuidando da vida, eu tô curando as feridas, às vezes eu me sinto uma mola encolhida".

terça-feira, 20 de maio de 2008

Todo Sargitariano é bipolar?

Do orkut:

SAGITARIANO X BIPOLARIDADE
Vejam as características abaixo.Parecem descrever a personalidade e o comportamento sagitarianos,não?Nos dá a impressão de terem saído de algum almanaque astral do João Bidu:
* EUFORIA
* OTIMISTA
* CATIVANTE
* CONFIANTE
* CRIATIVO
* EXPANSIVO
* EXAGERADO
* ACELERADO
* FALA ALTO
* FALA MUITO
* FALA RÁPIDO
* CONTESTADOR
* PODE FALAR EM RIMAS
* CRIA PALAVRAS NOVAS
* EXTROVERSÃO EXTREMA
* ELEVADA AUTO-ESTIMA
* GRANDE APETITE SEXUAL
* ATITUDES EXTRAVAGANTES
* PENSAMENTOS GRANDIOSOS
* FACILIDADE PARA INSÔNIA
...Mas na verdade,são características dos indivíduos com Transtorno Bipolar... Ui!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Princípio do Vácuo (Joseph Newton)



Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?

Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?

Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?

E dentro de você?

Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos? Não faça isso.

É antiprosperidade. É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.

É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.

Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.

Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais.

A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida. Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.

Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Meus alunos...



Hoje meus ex-alunos resolveram me fazer chorar. Que lindos os depoimentos que recebi da Jéssica e da Sara. Tão bom saber que seu trabalho fez diferença pra quem realmente importa. Esse é o único reconhecimento que vale. E essas palavras superam todas as chateações, encheções e tristezas... Outros já escreveram, ma especialmente hoje, essas meninas-mulheres fizeram a minha felicidade...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pessoa...

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas

Que já têm a forma do nosso corpo

E esquecer nossos caminhos

Que levam sempre aos mesmos lugares...

É o tempo da travessia

E se não ousarmos fazê-la

Teremos ficado, para sempre,

À margem de nós mesmos...

- Fernando Pessoa

Terei ficado à margem de mim?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Os 4 fantásticos e uma aventura na Esplanada dos Ministérios


Gente que não tem o que fazer passa o feriado assim: Decide ir ao show do Capital Inicial e de metrô (querendo ser pobre, só porque tava de graça). Pois bem: Liguei pra Vanessa e a beleza resolveu trocar o show por uma aula de contabilidade. Absolutamente tem gosto pra tudo nesse mundo. Marcelo topou. Flávia a Mariana também. A marmota começa assim:

Peguei a Mariana em casa mais ou menos 4:30h. Resolvi pegar o metrô na estação Parkshopping pra deixar o carro no estacionamento do Extra. Pra ir à esplanada? Nããão... Pra ir encontrar os outros dois destemidos companheiros na estação de Arniqueiras. Segundo Super Marcelo, lá o metrô iria estar vazio (huahuahuauauahuauhauhauauhauahu!).

Piada número 1: Por muito pouco a gente não foi surfando.... lotado de gente entupida. E só entrando mais...

Piada numero 2: Na estação da 108 sul tivemos que descer do metrô porque algum imbecil resolveu derrubar uma janela pra ver se entrava um ventinho. Adriana deu uma carona pra gente até a esplanada.

Piada número 3: Kássia tinha pusseira pra dinda assistir o show na área VIP. Quem disse que algum celular funcionava?


Show massa, tudo de bom etcétera e tals... Vamos pra casa.


Piada número 4: Caminhando e cantando e seguindo a canção... indo prara a rodoviária (que era a própria visão do inferno) e observando as catrevagens que estavam chegando pro show do Chiclete, vem um rapazinho (pra não chamar de mala) na direção da Fá e solta: "Bora bejá na boca aí, tia?" Derrota suprema! Só com a gente pra acontecer essas coisas. Desconfio que se ele tivesse falado com a Mari, ela iria...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Malhação

Voltando a malhar... a meta é afinar os 20quilos que estou acima do peso. Pequenininha...Vanos que vamos. Odeio academia. Odeio.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Pensamento do dia


"...Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça..."

Cora Coralina

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Amizade é outra coisa!


Amizade não é algo que o faz sair do chão e o transporta para lugares que você nunca viu.

O nome disso é avião.

Amizade é outra coisa.



Amizade não é uma coisa que você esconde dentro de si e não mostra para ninguém.

Isso se chama vibrador.

Amizade é outra coisa.



Amizade não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.

O nome disso é bronquite asmática.

Amizade é outra coisa.



Amizade não é uma coisa que chega de repente e o transforma em refém.

Isso se chama seqüestrador.

Amizade é outra coisa.



Amizade não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.

Isso se chama pombo com diarréia.

Amizade é outra coisa.



Amizade não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de casa quando bem entender.

Isso se chama cachorro.

Amizade é outra coisa.


Amizade não é uma coisa que lança uma luz sobre ti, te leva pra ver as estrelas e te traz de volta com algo dele dentro de ti.

Isso se chama alienígena.

Amizade é outra coisa.


Amizade não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você.

Isso se chama controle remoto de TV.

Amizade é outra coisa.


Amizade ?

Amizade é outra coisa!
É amor,
É respeito,
É parceria,
E é muito, muito, simples!

Mais um post no mesmo dia!!!

Hoje foi o dia mais atípico dos últimos tempos. Dias assim nos fazem pensar na vida, no passado, no futuro... Tempo é essencial para o amadurecimento e só nesses dias doidos é que percebemos que o amadurecimento se deu. Pt, saudações.


"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...


Definitivo - Atribuído a Carlos Drumond de Andrade

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sorria, meu bem, sorria!


Você já observou quem está a sua volta? Alguns são bem humorados, passam felicidade, contagiam o ambiente e atraem as atenções de todos. Já os sisudos, tornam as coisas mais difíceis, mais pesadas. Entre um e outro – como a noite e o dia, sentimo-nos motivados e depressivos – alegres e infelizes – relaxados e tensos – vívidos e angustiados.

Onde encontram-se as chaves para a felicidade? Nas pessoas que nos cercam ou dentro de nós? Nos planos e projetos – na saúde e trabalho – nos esportes e lazer? Sabemos que algumas pessoas vivem mais que outras, mas, que segredinho é este?

Após analisar uma amostra superior a 1.500 pessoas, inclino-me a afirmar que as pessoas mais bem humoradas polarizam os meios, fazendo com que pequenas e grandes decisões, empresariais e políticas, girem a sua volta. São seres como pólos energéticos, como ímãs.

Através dos recentes avanços da bioeletrografia, constatamos o entrecruzamento das energias humanas, também, de infinitas trocas energéticas entre os seres e os objetos.

Existem campos de energia com maior e menor “quantum” de irradiação, - o que provocam mudanças nos limiares de outros seres e mesmo objetos. A energia é uma realidade inquestionável, ela existe em tudo e também nos seres. Cada célula humana armazena entre 40 e 90 mini-voltz.

Os bem humorados tem uma maior capacidade de armazenamento de energia e suportam melhor as tensões.

Todo os processos psiconeuro e biofisiológicos, mecânicos e extra-corpóreos, sociais, são dependentes de energia.

Em todos os momentos, trocas ocorrem, modificando os limiares dos objetos e pessoas sob o nosso raio bioeletromagnético. Quem já não passou frente a um aparelho de televisão, rádio, ou mesmo ao pentear-se, e notou a existência e presença da energia? Nas 1.500 pessoas analisadas, aquelas que tinham um maior senso de humor, energeticamente, polarizavam seus pares. Uma significativa redução nos níveis de estresse – muitos pacientes que queixavam-se de algum tipo de dor, frente ao riso, tinham suas dores minimizadas.

Alguns efeitos do riso sobre o organismo:

- O hormônio do estresse, que é produzido pelas glândulas suprarenais são reduzidos.

- Com o riso, suas lágrimas passam a ter mais imunoglobulinas, um anticorpo que é a sua primeira linha de defesa contra algumas infecções oculares provocadas por vírus e bactérias.

- Sua boca também passa a ter mais imunoglobunina, resultando em uma melhor função imunológica.

- O riso acelera a recuperação de convalescentes e é eficaz no combate a dor.

- O poder do riso, de ativar a produção de endorfinas, é tão eficiente quanto a acupuntura, o relaxamento, a meditação, os exercícios físicos e a hipnose.

- O nível de cortisol aumenta de forma nociva durante o estresse, diminuindo significativamente com o riso.

- A pressão sanguínea aumenta durante o riso e cai abaixo dos níveis de repouso depois.

- Há uma redução da tensão muscular depois do riso. Um dos principais fatores que contribui para as doenças ocupacionais, como a Dort – Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho, é o excesso de tensão muscular.

- O ar é expelido em grande velocidade de sus pulmões e de seu corpo quando você dá uma boa gargalhada. Seu corpo todo é oxigenado – inclusive o cérebro. Este fenômeno contribui tanto para que você pense com clareza quanto para uma boa forma aeróbica.

- O riso possui um efeito antiinflamatório em suas juntas e ossos que contribui para reduzir a inflamação e aliviar a dor em condições artríticas.

- Durante o estresse, a glândula supra-renal libera corticosteróides que são convertidos em cortisol na corrente sanguínea. Níveis elevados de cortisol têm um efeito imunossupressivo – o riso reduz os níveis de cortisol, protegendo nosso sistema imunológico – o estresse é o elo entre a pressão alta, a tensão muscular, o sistema imunológico enfraquecido, enfarto, diabetes e muitas outras doenças.

(Vencer, Dez/01, p. 50).

Lei de Murphy para mulheres

Homens legais são feios.
Homens bonitos não são legais.
Homens bonitos e legais são gays.
Homens bonitos, legais e heteros estão casados.
Homens não tão bonitos mas legais não têm dinheiro.
Homens não tão bonitos mas legais e com dinheiro acham que estamos atrás do dinheiro.
Homens bonitos e sem dinheiro estão de olho no nosso dinheiro.
Homens bonitos, não tão legais e razoavelmente heteros não acham que somos bonitas o bastante.
Homens que nos acham bonitas, que são razoavelmente legais e têm dinheiro são uns galinhas.
Homens que são razoavelmente bonitos, razoavelmente legais e têm algum dinheiro são tímidos e nunca tomam a iniciativa.
Homens que nunca tomam a iniciativa perdem o interesse automaticamente quando nós tomamos a iniciativa...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Florbela Espanca


Depressão

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste. Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

retirado de www.psicosite.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Espiritualidade.

Recebi um ppt com essa crônica de Maitê Proença e achei simplesmente fantástica. Aos crédulos e incrédulos...

(Publicado na Revista Época, número 286 - 10 de novembro de 2003 – Ed. Globo)
Eu acredito em Deus. Acredito pra caramba! Meus pais eram ateus convictos, do tipo que acha ingênuo quem crê no que a lógica não explica. Mesmo assim aos 5 anos, por praticidade, me enfiaram numa escola de freiras onde vivi meus primeiros conflitos, digamos, existenciais. Falava-se em pecado o tempo todo e eu passei a andar obcecada pelo chão tentando não matar formigas, já que matar era pecado e eu não podia imaginar nada tão mortífero quanto meu próprio pé, ou tão matável quando aquelas criaturas em quem até então eu só havia pensado para esmagá-las se me picassem. Além disso o mundo ia fazer primeira comunhão e lá em casa ninguém falava no assunto. Quando perguntei a minha mãe se Deus existia, ela disse: "É igual papai-noel, existe pra quem acredita nele". Ela sabia que eu já não acreditava. Por fim, não deu certo a experiência com as freiras, me trocaram de escola e por uns bons anos fiquei livre daquelas questões.
Aí minha mãe morreu, meu pai pirou e eu fui parar num pensionato pra filhos de missionários americanos e luteranos. Ali, rezava-se pra acordar, pra dormir, pra comer e pra louvar ao final de cada dia com cânticos espirituais. As coisas eram certas ou muito erradas e não havia meio-termo. O bom senso não servia pra nada e o que valia era a palavra de Deus segundo a interpretação que aquela gente fazia da Bíblia. Bom, eu vinha de uma casa onde as pessoas filosofavam a vida e onde o pensamento era a maior diversão, então demorou um pouco pra eu conseguir aceitar o maniqueísmo que ditava as regras de minha nova moradia. Mas o mar não estava pra peixe, e aquela gente religiosa tinha o coração puro e bom. Eles tinham amor pra dar e eu uma cratera de carências pra preencher. Nessa união justa, Deus entrou na minha vida pela primeira vez. Entrou, claro, pela vala do amor e me encheu de conforto. A cabeça viciada na lógica pensava: "Se eu nunca tivesse visto a cor azul não saberia imaginá-la, então se Deus não existisse, a imaginação do homem não o teria concebido." Assim, li a Bíblia toda, o velho e o novo, e de resto sintonizei no amor divino e deixei rolar. A primeira vez que me aconteceu uma experiência transcendental eu tinha 14 anos. Estava deitada no chão, à toa, e sem mais nem menos meu espírito se descolou do meu corpo. Não, eu não tinha fumado nada e também não estava em estado elevado de consciência, rezando ou coisa assim. Estava ali de bobeira mesmo, quando uma sensação de sublime leveza me arrebatou pra fora do corpo deitado, que meu outro ser, suspenso, passou a observar. Eu ia subindo acompanhada por seres cuja forma eu não via, mas sentia, e o chão, o campo, o quarteirão, minha cidade foram se mostrando cada vez mais distantes e sem cor. Tudo parecia preto e branco. Então o mundo com meu corpo ali era cinza e sem graça, mas dentro do meu ser etéreo e cada vez mais distante havia uma festa de soberana harmonia. Eu era dona de uma paz magnífica! Não sei dizer por quanto tempo meu espírito ficou em êxtase, pode ter durado 30 minutos ou uma hora, mas guardo até hoje a sensação e acho que por causa dela não tenho medo da morte. Naquela época fiquei uns três anos envolvida com coisas de Deus, e aí, não sei bem por que, larguei mão por um tempo. Mas não totalmente.
Sempre viajei muito e em cada cultura buscava os locais e templos sagrados. Na maioria, independentemente da corrente religiosa, senti a presença de Deus. Às vezes, quando era muito forte, passava horas tentando sintonizar a forma de louvor local, para então me abastecer de luz. Aliás, Ele não liga, sabe, se a gente quer chamá-lo de Buda, Iemanjá, Maomé ou Jesus. Ele não liga nem se a gente deixar de chamá-lo por um tempo. Ele é dono do infinito e não tem pressa. Mas então retomando, há 15 anos voltei a ter uma prática religiosa diária e pessoal, hoje devotada à face feminina de Deus, sendo Nossa Senhora o ponto alto de meu altar. De lá pra cá os fenômenos foram muitos. Não vou descrevê-los porque você vai achar que eu estou doidinha. Mas o fato é que na minha vida essas coisas acontecem. Se não ocorrer o mesmo com você, amigo, não quer dizer que eu tenha um botão a menos, apenas que me abri para uma experiência a mais.
E tem mais uma coisa, que é o seguinte: "Eu acredito que o Senna, nosso ídolo, viu mesmo Deus naquela curva em Mônaco (2). Ele estava num estado especial de concentração e aconteceu. Não tinha por que se expor ao ridículo, dando a cara a bater para um bando de céticos, se não houvesse de fato visto o que viu. Você não viu, mas ele viu, oras." Copérnico afirmou que a Terra era redonda e girava em torno do Sol. Foi chamado de maluco, hoje sabemos que não era. O Dhomini diz que ganhou o Big Brother porque estava com seu ponto firmado na oração de otimismo que recebeu de seu mestre. Tereza D´Ávilla em êxtase levitava contra a própria vontade, tamanha a força de seu louvor, e na Índia, onde não se questiona o sagrado, essas coisas são corriqueiras. Elas acontecem. Acontecem na pausa. Acontecem na hora do silêncio, entre uma respiração e outra. Acontecem simplesmente. Talvez estejam pra acontecer pra você. Sshhhhh... - Maitê Proença -

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Dalai Lama


Shakespeare

"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade..."

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

P.S: Eu te amo

Amei... tão bonito e tão triste...



Holly Kennedy (Hilary Swank) é uma jovem bonita, feliz e realizada. Casou-se com o homem de sua vida, o divertido e apaixonado Gerry (Gerard Butler). Mas ele fica doente e morre, deixando Holly em estado de choque. Antes de falecer, Gerry deixa para a esposa uma série de cartas. Mensagens que surgem de forma surpreendente, sempre assinadas da mesma forma: "P.S. I Love You". A mãe de Holly (Kathy Bates) e as melhores amigas dela, Sharon (Gina Gershom) e Denise (Lisa Kundrow), estão preocupadas porque as cartas mantém a jovem presa ao passado. Mas o fato é que as cartas estão ajudando a aliviar sua dor e guiá-la a uma nova vida.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo,

espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro

as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados,

começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drumond de Andrade.