sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pânico

Já há alguns dias não estava bem... Ontem a coisa pipocou. Tive uma crise de pânico. Achei q ia morrer. Na verdade, tive certeza. Foi aterrador. Mãos dormentes. Coração parecia sair da boca apesar da pressão e dos batimentos estarem normais. A cabeça... Sei lá,  a vontade é arrancar todos os fios de cabelo bater a cabeça na parede. Então, de repente, parecia q meu coração parava. Não conseguia respirar...  Falei com o médico. Muito calmamente ele mandou q eu tomasse a dose x do remédio e me deitasse. Ainda assim só dormi depois das duas.  Hoje, passou um trem por cima de mim... Cansada, passada. A rinite não ajuda, a dor de dente tb... Não quero pensar...

sábado, 22 de agosto de 2015

Sustos

Fui tirada da cama por meu pai pra trazê-lo ao hospital. Depois do infarto e da cirurgia todo mundo tá assustado aqui em casa. É tipo um estresse pós traumático. Hoje ele comeu alguma coisa e está sentindo dores abdominais. Eu tô aqui no hospital, fazendo cara de paisagem, mas na minha cabeça se desenrolam 30 cenários diferentes fora todas as outras sandices que normalmente ficam por lá.  Entenda, ficaria no lugar deles sem pestanejar.  Essa demora, esses sustos que me tiram da rotina, só pioram minha dual personalidade... O lado sombrio se sobressai. Difícil evitar... Uma vez me disseram que eu sentia as mesmas coisas que as pessoas. Com uma intensidade maior. Acho q sim...o bom  é ótimo e o ruim é pessimo. Continuamos no hospital. Vários exames. Esse é um daqueles "lugares". Me oprime,  começo a sentir a dor das pessoas e vou ficando pior. Nessas horas, chorar é bom. Mas não posso. Não quero preocupá-los. Tive uma crise de choro no trabalho há uma semana. Ninguém soube. Ninguém viu. E assim vou levando essa tristeza, que é um pouco eu. Tristeza de morte, como a que levou a Raquel? Há anos não tenho... Espero q ela nunca mais volte... Não tenho estrutura pra sentir todas as dores do mundo.

Dor

Oi.

Em minha vida bipolar existem dois tipos de dor: a dor emocional, óbvia e a física. A dor emocional é diminuída pela ação dos remédios,  da terapia, da habilidade de conviver ou se isolar e não se culpar por isso. Sim, é uma constante em minha vida me culpar por não querer estar com as pessoas. Mesmo as que me são mais caras. Minha variação de humor frequentemente me faz achar as pessoas entediantes. Brinco com minha psicóloga que não gosto das pessoas pq elas são cretinas. Imagina o q elas pensam e falam de mim? Kkkk Explico: os comentários acerca do que eu deveria ou não estar fazendo, vivendo, sentindo é q são cretinos.  Mas tb me isolo pq acho que ninguém é obrigado a aguentar as minhas mudanças bruscas de humor. Principalmente as que eu amo. É,  nós bipolares amamos. Mesmo qdo nos sentimos incompreendidos. Nossa dor, que é unica, pessoal e intransferível é difícil de compreender. E se não dá pra se isolar pra não acertar alguém, vc se cala. E aí,  vem a dor física.
É a famosa somatização. Ela vem de várias formas: crises de enxaqueca que vem e vão. O trato gastrointestinal que não funciona direito. A pressão arterial que sobe, ou que desce. E pra mim, a pior de todas: a fibromialgia.
A doença mais incompreensível do mundo. Vc está virtualmente saudável.  Seu cabelo está bom, sua pele está bonita...mas absolutamente tudo dói. E ninguém,  além de vc, consegue ver (sentir). Parece que é invenção. E no meu caso, qto mais acelerada está a minha mente, mais o meu corpo dói. Eu aprendi a conviver com a dor. Tomo remédios quando a coisa está muito pesada e eu tenho que trabalhar. Se é incompreensivel pra mim, que sinto, imagina ora quem não vê?  Realmente, não dá pra imaginar. Nem sei como terminar hoje. Ainda tem muito pra falar sobre. Mas, pra variar, estou sentindo dor.
Valeu.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Lugares

Alguns lugares me fazem mal. Desde que 'surtei' e tive o esgotamento mental não consigo ficar em lugares cheios, ou barulhentos ou onde tive experiências desagradáveis.  A última escola em q trabalhei... Nem passo perto.  Vomitava meu almoço só de chegar ao portão. Dadas as circunstâncias,  até cinema é complicado. Preciso estar em um dia muuuito bom e 0às vezes, dependendo do filme, saio desorientada.
O assunto de hoje surgiu pq tive que me apresentar à perícia médica por causa de uma cirurgia no dente. E aquele lugar me faz mal especialmente.... Foram dois anos tentando explicar que sim, eu estava doente e não, não era uma imprestável.  A quantidade de pessoas doentes ou adoecidas pela profissão tratadas com total descaso... Piora a minha situação. Às vezes vou ao médico e nem lanço atestado, só pra não ter que ir até lá.
Demorou, mas aprendi a não me violentar nesse sentido. Se sei q vai me fazer mal, provavelmente não irei. A bipolaridade funciona de diversas maneiras. A minha tem mudanças de humor quase q diárias, embora a última crise tenha sido há 5 anos. Então, qdo o humor está bom, aproveito.  Acho q é isso. Apesar de estar sem sono, estou exausta. Nao tenho tido dias muito bons. Fico por aqui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Meu mundo bipolar

Oi.
 Há muito já tinha desistido disso aqui. Não sou boa escritora e não tenho a disciplina necessária pra ser uma 'blogger'. que tenha algum leitor.
O fato é que aconteceu uma coisa que mexeu muito comigo. e isso me fez pensar, ponderar e voltar.
Uma breve retrospectiva antes de começar:

Há cinco ou seis anos eu era professora de Geografia na Secretaria de Educação do DF, fazia Mestrado em Educação na Universidade Católica de Brasília e fazia parte de um grupo de música na igreja, a Paróquia Maria Imaculada no Guará II. Basicamente isso. Quando não estava na escola estava na faculdade ou então na igreja.
Nunca fui de muitos amigos. Conheço muita gente, mas amigos são poucos e leais. E apesar de muito agitada, falante e barulhenta, sempre tive em mim um silêncio acalentador. E foi neste período da minha vida em que fui diagnosticada como sendo TAB. Portadora do Transtorno Afetivo Bipolar. Poderia ser bem dramática e cantar uma música da Maysa... 'Meu mundo caiu...' mentira. não caiu. já tava no chão faz tempo.
Então, decidi, a partir de agora, usar este espaço pra falar disso: bipolaridade, depressão, mania, TOC. O caso é: aconteceu, há quase duas semanas, que uma pessoa, (eu não conhecia, é verdade, mas era amiga da minha irmã e do meu cunhado e de muuuuitas pessoas que eu conheço),  a Raquel, ela cometeu suicídio. Eu fiquei tão desorientada... na verdade eu não parei de pensar nisso até hoje. E suscitou a antiga idéia que sempre tive de que essas coisas acontecem porque as família, os amigos, eles tem preconceito sobre as chamadas doenças mentais. E/ou então, minimizam a dor do outro.
Hoje, paro aqui. Nem sei que forma isso vai tomar, mas na esperança de ajudar uma pessoa que seja a entender ou a se ver e impedir um ato extremo que seja. ficarei imensamente feliz.
Quênia.

domingo, 6 de julho de 2014

Solidão

 Só sabe o que é sentir solidão, quem se sente sozinho em meio ao mundo inteiro. Não tenho medo de viver. Tenho medo de ficar sentindo isso o tempo inteiro. Estar autocentrada, perdida em meus pensamentos. É um déficit de atenção exacerbado onde a cabeça capta tudo e não para em nada.  Só Deus, "pq  meu fardo é leve". Preciso ver o outro, enxergá-lo,  senti-lo. Sair de mim. Faz sentido?

sábado, 16 de março de 2013

Um ano.

Hoje faz exatamente um ano que não posto nada aqui. por outros motivos, o maior é que tomei abuso de computador e parei de escrever. Vamos Botar a carruagem pra rodar, minha gente!

sábado, 17 de março de 2012