quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quero nós.

Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala.
 Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu.
 Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro.
Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa.
- Caio Fernando Abreu
Hoje estou assim, melancólica.....
 

De Janeiro A Janeiro

Nando Reis


Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Recebi hoje da Ju, do mestrado. Adorei. Principalmente a lembrança...

Desejo um dia lindo. Com flores pelos caminhos que você percorrer. Com gente feliz ao seu redor. Com chuvas de sorrisos e de olhares que vem da alma. Não importa se grandes notícias não virão hoje. Que também não venham as más. Que seu dia seja de paz. Que você esteja em paz. E que você olhe os problemas de cima, e as pessoas que você convive, com olho no olho. Que as palavras do dia sejam “leveza”, “doçura”, “calmaria”, “tranquilidade”. E que suas próximas horas sejam carregadas de pensamentos positivos e muita paz no coração. Só vim te desejar um ótimo dia. Colorido e florido.
(- Caio Fernando Abreu)

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Não, não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem

Adriana Calcanhoto  - Senhas

domingo, 30 de outubro de 2011

A primeira depilação...

"Tenta sim. Vai ficar lindo......" Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos m...e avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética. - Oi, queria marcar depilação com a Penélope. - Vai depilar o quê? - Virilha. - Normal ou cavada? Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo. - Amanhã, às... Deixa eu ver...13h? - Ok. Marcado. Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de "Calígula" com "O albergue". Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas. - Querida, pode deitar. Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte. - Quer bem cavada? - .é... é, isso. Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes. - Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda. - Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça). - Pode abrir as pernas. - Assim? - Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado. - Arreganhada, né? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais. - Tudo ótimo. E você? Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. - Quer que tire dos lábios? - Não, eu quero só virilha, bigode não. - Não, querida, os lábios dela aqui ó. Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo. - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa depilação. - Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça. - Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá? - Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir. - Vamos ficar de lado agora? - Hein? - Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens. - Segura sua bunda aqui? - Hein? - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria: - Tudo bem, Pê? - Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto. - Vira agora do outro lado. Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina. - Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente. - Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha. - Máquina de quê?! - Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol. - Dói? - Dói nada. - Tá, passa essa merda... - Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo: "Baixe a calcinha".... como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável. - Prontinha. Posso passar um talco? - Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha. - Tá linda! Pode namorar muito agora. Namorar...namorar?!... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Mas eu ainda estou na luta...
Da página eu quero mais é ser feliz...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eu nunca fui uma moça bem-comportada.Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.A palavra é meu inferno e minha paz.Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.Eu acredito em profundidades.E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.São eles que me dão a dimensão do que sou."Maria de Queiroz

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Caio Fernando de Abreu e eu

Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Marta Medeiros

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo “olha, não dá mais”. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo,mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu “mas agora eu to comendo um lanche com amigos”. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim? Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito. Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve. Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu.Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim. Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida. Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres,rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.Resultado disso tudo: silêncio absoluto.O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele. Ele quem mesmo?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A depressão e a cobra

Posso fazer a comparação que, passar por uma depressão como estou passando, é meio tornar-se cobra e trocar de pele. Processo doloroso e soliário, onde você encontra alguns pelo caminho, quando se arrasta pra tentar tirar a pele mais rápido. De outra forma, você se esconde, esperando que as partículas que o vento tras toquem minimamente seu torso nu e causem menos dor do que você já está sentindo. Quando a pele está na sua cintura (cobras têm cintura?) o momento é excruciante. Vai demorar o tanto que já demorou? Vai demorar mais? E a outra pele, vai nascer em meio a toda esta dor? Quero acreditar que sim e que a pele nova exije uma vida nova, com nova postura e maturidade. Mas a minha maior pergunta é: Quantas vezes a cobra troca de pele na vida ?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Angústias

Não sou boa em externar minhas angústias. Na verdade não sou boa em externar. Sabe aquele nó na garganta que insiste em se instalar mesmo quando as pessoas dizem como vc esta muuuuuuuito melhor, que a crise já está no final e vc sabe que não tá? Se eu pudesse falava com o dr Renato e com a Ana Cristina todo dia...
É pq aqui, não dá muito pra chorar, não. Todo mundo se abala efica... sei lá...

sábado, 18 de junho de 2011

Prestem atenção

Estou em depressão moderada (segundo médicos).
Então, preste atenção:
Não quero pessoas me dizendo pra ser forte; sempre fui, por isto estou assim.
Não tenha dó da minha condição e nem medo de mim. Depressão não pega.
Não me mande ser corajosa. Não vou enfrentar a Meduza, a Hidra ou qualquer desses bichos. Minha coragem vem de DEus.
Não me deixem sem notícias do que acontece na vida de vocês: estou esgotada, não morta.
Por fim, não esqueçam que eu existo... me amem...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dia dos namorados

E aí, como fomos de dia dos namorados? Sabe que eu saí no lucro? Foi muito bom sair de casa e principalmente rever o Guilherme. Poderiam ser mais vezes, quem sabe? Mas, que foi uma surpresa boa, ah, isso foi....
Estou aqui em uma aula que seria interessante se a minha mente estivesse parada onde deveria.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hoje eu quero Lenine

Vamos ao que interessa...

São 3:58 da manhã. Estou acordada desde as 2:15. Achei que fosse fome. Mentira. Tô ligadona, mesmo tendo tomado um olcadil 2mg antes de deitar.Será que as mudanças de remédio me deixaram assim? Será que foi a terapia de hoje ou a de amanhã? Não consigo nem escrever! Que dirá escrever algo inteligente!
Na tv estou assisitindo Project Runway... e eles vão ter que fazer roupas de papel. Definitivamente munha capacidade de julgamento e de dirigir máquinas está alterada. Mantenha distância.

terça-feira, 7 de junho de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Que que eu tô fazendo aqui?

Oi. Estou na aula de Educação Brasileira. O tema é educação infantil. Tô mais por fora que bunda de índio ou umbigo de vedete... Crianças são verdadeiros mistérios para mim. Como diria a Ágatha, " eu tenho medo deles, ele me assustam"...
Ouvindo tudo isso, me pergunto: O que que eu estou fazendo aqui??? Ah! Me lembrei: a disciplina é obrigatória... Agora deu. Lascou-se tudo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu, modo de usar

Fuçando hoje, achei este texto lindinho. Use sem moderação...

Pode invadir ou chegar com delizadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo de manhã com um ótimo humor, mas permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim pra reconhecer-me num porto, num albetgue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que eu digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e , não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada (então fique comigo quando eu chorar, combinado?)
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: Boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Não seja escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. escolha um papel pra voce que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês. Goste de um esporte não muito banal.
Deixe eu dirigir seu carro que você adora.Quero ver você nervoso, inquieto. Tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos, me faça massagem nas costas, não fume, beba, chore... me rapte!
E se nada disso funcionar, experimente simplesmente me amar.

Martha Medeiros

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sexta feira de chuva...


Os dias chuvosos são melancólicos? Ou a pessoa melancoliza o dia?

Tava falando com o Cesinha que hoje ia ficar em casa... melancolia? Talvez, mas meu corpo tá pedindo... e minha cabeça também. Em dias como esse é que eu realmente sinto saudades de ter alguém. Era em dias assim que íamos na locadora, fazíamos brigadeiro...e ficavamos juntinho debaixo das cobertas. Só estar junto. Às vezes não tinha filme, não tinha conversa... mas nem precisava. Estar junto bastava.

É isso que mais me faz falta... outras coisas? Também! Mas isso... não tem preço.

Nesses dias (saudosos, melancólicos?) é que me pego pensando: Senhor, o que que eu tenho de errado! Sei que provavelmente nada grave, mas a gente sempre acaba se culpando por não viver uma situação em que são necessários dois... ê complexo de vira-latas! Mas eu sou tão feliz, estou tão feliz comigo que não me dou o direito de reclamar... só quero pedir, pra não perder o costume...


"Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida..."

Cazuza

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
não grites de cima dos telhados
deixa em paz os passarinhos
deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem que ser bem devagarinho, amada,
que a vida é breve
e o amor, mais breve ainda...

Mário Quintana

Amar em silêncio... é possível? Fica a pergunta.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu, eu mesma e meu carro

Sabe aquele dia que você acorda se achando? Pois é, eu hoje.
Tinha uma reunião cedo no trabalho, então fiquei toda linda (20 kilos a menos fazem maravilhas pela sua auto-estima), coloquei minha sandália gladiadora e fui à luta.
Quando cheguei em casa pra almoçar, sei lá o que fiz, mas em vez de freiar, soquei o carro no murinho em frente de casa. Não amassou e eu fui comer pq precisava voar pro trabalho. Trabalhei, trabalhei, trabalhei... visitei o ... deixa pra lá e quando tava vindo pra casa o carro começou a fazer uns barulhos estranhos. Lembrei da profetiza do Hermanoteu lendo o futuro no estrume do cavalo: OLHA QUE MERDA! Não deu outra. O carro morreu, sem chance de ressucitação cardio-pulmonar. Parou. Só deu tempo de jogar no acostamento. Acontece que estava chovendo, eu calçava um salto 10 e tava com meu cabelo tão lindo, escovado... Amarrei um casaco na cabeça, tirei a sandália e fui à luta (de novo), pq nesse momento meu celular resolveu entrar en greve. Que beleza! Consegui chegar em casa 1 hora depois, com o carro rebocado e eu morrendo de dor. Mas meu cabelo continua lindo!
Dia estranho... ainda tive a confirmação que ... não me quer... fazer o que, né? Mas também, ganhei uma fungada no cangote que chega arrepiou a região do meio... ai, ai...

Voltando à carga...

São dias como o de hoje que me fazem ter vontade de escrever no blog. Então, como um antigo diário guardado e há muito esquecido, tirei este aqui da gaveta... e vou continuar mostrando meu lado menina, mesmo tendo crescido tanto... enfim, sou assim, transparente e não quero ser diferente... talvez me canse de escrever daqui à pouco, talvez escreva todo dia ou somente nos dias que achar relevante... Não importa. Me importa estar aqui e ter esse espaço pra mim.
Keka.