Oi.
Há muito já tinha desistido disso aqui. Não sou boa escritora e não tenho a disciplina necessária pra ser uma 'blogger'. que tenha algum leitor.
O fato é que aconteceu uma coisa que mexeu muito comigo. e isso me fez pensar, ponderar e voltar.
Uma breve retrospectiva antes de começar:
Há cinco ou seis anos eu era professora de Geografia na Secretaria de Educação do DF, fazia Mestrado em Educação na Universidade Católica de Brasília e fazia parte de um grupo de música na igreja, a Paróquia Maria Imaculada no Guará II. Basicamente isso. Quando não estava na escola estava na faculdade ou então na igreja.
Nunca fui de muitos amigos. Conheço muita gente, mas amigos são poucos e leais. E apesar de muito agitada, falante e barulhenta, sempre tive em mim um silêncio acalentador. E foi neste período da minha vida em que fui diagnosticada como sendo TAB. Portadora do Transtorno Afetivo Bipolar. Poderia ser bem dramática e cantar uma música da Maysa... 'Meu mundo caiu...' mentira. não caiu. já tava no chão faz tempo.
Então, decidi, a partir de agora, usar este espaço pra falar disso: bipolaridade, depressão, mania, TOC. O caso é: aconteceu, há quase duas semanas, que uma pessoa, (eu não conhecia, é verdade, mas era amiga da minha irmã e do meu cunhado e de muuuuitas pessoas que eu conheço), a Raquel, ela cometeu suicídio. Eu fiquei tão desorientada... na verdade eu não parei de pensar nisso até hoje. E suscitou a antiga idéia que sempre tive de que essas coisas acontecem porque as família, os amigos, eles tem preconceito sobre as chamadas doenças mentais. E/ou então, minimizam a dor do outro.
Hoje, paro aqui. Nem sei que forma isso vai tomar, mas na esperança de ajudar uma pessoa que seja a entender ou a se ver e impedir um ato extremo que seja. ficarei imensamente feliz.
Quênia.
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